Todo jogador de Age of Empires II tem aquela civilização favorita. Aquela que você escolhe no automático, como quem pede café sem olhar o cardápio. E aí, de repente, o jogo vira a mesa, abre o mapa-múndi e aponta para a América do Sul dizendo: “agora é a vez deles”. É exatamente isso que Os Últimos Caciques faz. E faz com estilo.
Essa expansão não é só mais conteúdo. É um convite para revisitar a história por um ângulo que quase nunca ganha destaque nos games. Menos castelos europeus, mais selva, resistência, estratégia e líderes que não entraram nos livros.
Três novas civilizações, três novas identidades
Aqui não tem “skin diferente com o mesmo jogo por baixo”. Cada povo chega com alma própria:
Tupi (Brasil) – Arqueiros ágeis, guerreiros Ibirapema e aquela sensação constante de que a floresta está do seu lado.
Mapuche (Chile e Argentina) – Cavalaria com boleadeiras, mobilidade e uma vibe clara de “não vamos cair fácil”.
Muisca (Colômbia) – Os temidos Guerreiros Guecha entram como elite, trazendo disciplina e força.
E sim, os Incas voltam reformulados, mais autênticos e mais perigosos. Não é DLC pago para eles, é upgrade gratuito para quem já tem o jogo base. Respeito máximo.
Campanhas que parecem série histórica (só que interativa)
Se você é do time que joga campanha como quem maratona série, prepara o café.
Arariboia – Entre dois fogos (ele é celebrado como fundador de Niterói - RJ)
Arariboia não é herói de manual. Ele vive o dilema brutal de se aliar aos portugueses para derrotar Cunhambebe e salvar seu povo. É política, sobrevivência e escolhas moralmente cinzentas. Nada de “bem contra mal”. É “ou eu me adapto, ou desapareço”.
Lautaro – O estrategista improvável
Escravizado por Pedro de Valdivia, Lautaro aprende com o inimigo e volta como pesadelo dos espanhóis. A rebelião Mapuche que ele lidera vira um dos episódios mais impressionantes de resistência indígena da história. E sim, você sente isso no gameplay.
Pacanchique e El Dorado – O peso do mito
Aqui entram as guerras civis Muisca e o nascimento da lenda de El Dorado. Ouro, poder, divisão interna… e aquela sensação de que, às vezes, o maior inimigo mora dentro do próprio território.
Por que isso importa (de verdade)
A Guerra de Arauco durou mais de 300 anos. Os Mapuche resistiram como poucos povos conseguiram. Arariboia virou cavaleiro da Ordem de Cristo. El Dorado atravessou séculos como mito. Isso não é detalhe de rodapé da história. É épico. E agora está jogável.
Age of Empires II sempre foi bom em contar histórias. Os Últimos Caciques não fica de fora.
E a gameplay, presta?
Presta e muito.
Novos conjuntos de arquitetura
Novas unidades regionais
Reformulação da água para todos os jogadores
Campanha Inca modernizada com melhorias de qualidade de vida
É aquele tipo de DLC que você instala e pensa: “ok, agora sim o jogo está completo”.
Conclusão: não existe motivos para não comprar!
Os Últimos Caciques não grita. Ele não precisa. Ele entra, senta na mesa dos grandes e diz: “a história da América do Sul também é digna de lenda”.
E é.
Se você curte Age of Empires, história, estratégia e aquela sensação deliciosa de aprender enquanto joga, essa expansão não é opcional. É obrigatória.

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