Translate

14 janeiro, 2026

Brasil entra no Age of Empires II com a expansão Últimos Caciques


Todo jogador de Age of Empires II tem aquela civilização favorita. Aquela que você escolhe no automático, como quem pede café sem olhar o cardápio. E aí, de repente, o jogo vira a mesa, abre o mapa-múndi e aponta para a América do Sul dizendo: “agora é a vez deles”. É exatamente isso que Os Últimos Caciques faz. E faz com estilo.

Essa expansão não é só mais conteúdo. É um convite para revisitar a história por um ângulo que quase nunca ganha destaque nos games. Menos castelos europeus, mais selva, resistência, estratégia e líderes que não entraram nos livros.


Três novas civilizações, três novas identidades

Aqui não tem “skin diferente com o mesmo jogo por baixo”. Cada povo chega com alma própria:

  • Tupi (Brasil) – Arqueiros ágeis, guerreiros Ibirapema e aquela sensação constante de que a floresta está do seu lado.

  • Mapuche (Chile e Argentina) – Cavalaria com boleadeiras, mobilidade e uma vibe clara de “não vamos cair fácil”.

  • Muisca (Colômbia) – Os temidos Guerreiros Guecha entram como elite, trazendo disciplina e força.

E sim, os Incas voltam reformulados, mais autênticos e mais perigosos. Não é DLC pago para eles, é upgrade gratuito para quem já tem o jogo base. Respeito máximo.


Campanhas que parecem série histórica (só que interativa)

Se você é do time que joga campanha como quem maratona série, prepara o café.

Arariboia – Entre dois fogos (ele é celebrado como fundador de Niterói - RJ)

Arariboia não é herói de manual. Ele vive o dilema brutal de se aliar aos portugueses para derrotar Cunhambebe e salvar seu povo. É política, sobrevivência e escolhas moralmente cinzentas. Nada de “bem contra mal”. É “ou eu me adapto, ou desapareço”.

Lautaro – O estrategista improvável

Escravizado por Pedro de Valdivia, Lautaro aprende com o inimigo e volta como pesadelo dos espanhóis. A rebelião Mapuche que ele lidera vira um dos episódios mais impressionantes de resistência indígena da história. E sim, você sente isso no gameplay.

Pacanchique e El Dorado – O peso do mito

Aqui entram as guerras civis Muisca e o nascimento da lenda de El Dorado. Ouro, poder, divisão interna… e aquela sensação de que, às vezes, o maior inimigo mora dentro do próprio território.


Por que isso importa (de verdade)

A Guerra de Arauco durou mais de 300 anos. Os Mapuche resistiram como poucos povos conseguiram. Arariboia virou cavaleiro da Ordem de Cristo. El Dorado atravessou séculos como mito. Isso não é detalhe de rodapé da história. É épico. E agora está jogável.

Age of Empires II sempre foi bom em contar histórias. Os Últimos Caciques não fica de fora.


E a gameplay, presta?

Presta e muito.

  • Novos conjuntos de arquitetura

  • Novas unidades regionais

  • Reformulação da água para todos os jogadores

  • Campanha Inca modernizada com melhorias de qualidade de vida

É aquele tipo de DLC que você instala e pensa: “ok, agora sim o jogo está completo”.


Conclusão: não existe motivos para não comprar!

Os Últimos Caciques não grita. Ele não precisa. Ele entra, senta na mesa dos grandes e diz: “a história da América do Sul também é digna de lenda”.

E é.

Se você curte Age of Empires, história, estratégia e aquela sensação deliciosa de aprender enquanto joga, essa expansão não é opcional. É obrigatória.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Brasil entra no Age of Empires II com a expansão Últimos Caciques

Todo jogador de Age of Empires II tem aquela civilização favorita. Aquela que você escolhe no automático, como quem pede café sem olhar o ca...